Como participar?

A campanha é coletiva, descentralizada e sua adesão é voluntária. A cada ano registra-se uma adesão maior de municípios na mobilização em torno da data por meio de caminhadas, audiências públicas, debates nas escolas, concursos de redação nas escolas, exibição de filmes e debates, realização de seminários e oficinas temáticas e de prevenção a violência sexual, panfletagem, criação de produtos de comunicação sobre a temática, campanhas nas rádios, entrevistas com especialistas, entre outros.

No entanto, levando em consideração o contexto de pandemia em face do coronavírus (COVID-19) reformulamos nossas ações. As ações estão sendo reestruturadas para uma promoção exclusivamente online, considerando que não vamos incentivar as atividades de abordagem direta, eventos de conscientização, palestras, seminários presenciais, entre outras atividades que resultem em aglomeração de pessoas.

Sugestões para reflexão e abordagem em 2020 - Contexto de pandemia

É importante que enquanto rede possamos refletir:

Isolamento que pode agravar a violência

Sobre crianças e adolescentes que, por permanecerem em isolamento, muitas vezes com seu abusador (no caso da violência intrafamiliar), perderam seus laços de confiança mais comuns para a efetivação da denúncia, como professoras/es, médicas/os, cuidadoras/es, entre outros.

Presença intensificada de crianças e adolescentes na Internet

Entendemos ainda que, com muitas crianças e adolescentes sem atividades rotineiras, a presença delas/es na internet se intensificará, e quando sem supervisão, tal presença pode ser prejudicada com o aumento do abuso e da exploração sexual pela internet.

Crianças e adolescentes sem acesso à mecanismos de denúncia

Além disso temos uma importante reflexão conjunta: “Como fazer com que os caminhos da denúncia cheguem nas crianças em isolamento, especialmente aquelas que não possuem acesso às novas tecnologias?”.

Quer abordar o tema? Primeiramente pesquise sobre o assunto. Para falar sobre o problema, precisamos entender e divulgar corretamente as informações. Em relação às ações online temos sugestões iniciais, tais como:

1.

Sugerimos a articulação e incidência nas secretarias de educação para debate, por meio da inserção do tema na grade de atividades de educação à distância;

2.

Estimular debate nos meios de comunicação locais – TV, rádio, rádios comunitárias, sistemas de som comunitários/internos etc.;

3.

Realização de reuniões e transmissões online sobre o tema envolvendo as redes locais, pais, professores etc.;

4.

Realização de atividades online com crianças e adolescentes em períodos alternados, como contação de histórias, jogos online, leitura de textos e poesias, atividades musicais, debates pós exibição de filmes etc.;

5.

Convidar artistas e pessoas de referência locais para realizar transmissões online que abordem o tema.

6.

Tem um blog, um canal no youtube, muitos seguidores em suas redes sociais? Curta nossa página e divulgue a data e as informações que compartilhamos. Utilize as hashtags #FaçaBonito #18deMaio #18deMaioFaçaBonito.

Propomos inicialmente esses temas e estratégias para reflexão e atuação nesse período, e também estamos constantemente recebendo novas indicações de trabalho conjunto. A adesão de municípios, setor privado e organizações sociais na mobilização ao longo dos anos tem sido um marco fundamental para garantir avanços na área do enfrentamento da violência sexual. Esperamos que mesmo em isolamento permaneçamos juntos no debate – família, educadores, sociedade civil, governos, instituições de atendimento, igrejas, templos, universidades, mídia – para assumirmos o compromisso no enfrentamento da violência sexual, promovendo e se responsabilizando para com o desenvolvimento de crianças e adolescentes de forma digna, saudável e protegida, livres do abuso e da exploração sexual.

 

Como em todos os anos, as ações estarão divulgadas nas nossas redes, onde vocês também poderão indicar quais atividades estão promovendo em âmbito local. A flor símbolo da campanha, que todos os anos marca nossa articulação conjunta, também está disponível para livre utilização nas atividades promovidas no âmbito da campanha. Todos os materiais são previamente autorizados para utilização. Divulgue em seu espaço.

Participe! Vamos fazer bonito juntos!

Dicas da ANA para mobilização

(anamovimento.blogspot.com.br)

Para auxiliar nessa tarefa de mobilização, nós da campanha Ana junto ao Comitê Nacional de Enfrentamento a Violência Sexual e a Rede Ecpat Brasil preparamos algumas dicas com sugestões de atividades relacionadas a abordagem do tema com crianças e adolescentes.

Não podemos deixar de mobilizar nossos amigos, familiares, conhecidos e os representantes do Poder Público em nossa cidade para o fato de que a VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA MENINAS E MENINOS ainda é uma realidade em nosso país. Mas antes, é bom lembrar o porquê do surgimento desse dia.

 

QUE CONTEÚDOS USAR?

Existem uma infinidade de conteúdos que nos ajudam a refletir, se informar e se inspirar para o debate necessário sobre a violência sexual, mas se você vai conduzir alguma atividade, seja ela com adultos, crianças ou adolescentes é importante se preparar e ter cuidados na condução. Lembre-se: esse é um assunto muito delicado para quem foi vítima da violência sexual. Abaixo destacamos esses cuidados:

 

Alguns cuidados relevantes na condução das atividades

  • Antes de abordar o tema da violência sexual, o facilitador da atividade deve preparar o grupo com dinâmicas que falem sobre os seus direitos, situando os direitos sexuais no contexto dos direitos humanos.

  • É importante também fazer um acordo com o grupo para que não sejam expostos casos específicos de meninos ou meninas que tenham vivido ou estejam vivendo situações de violência sexual, tanto os que estejam presentes no local ou mesmo os que sejam conhecidos da comunidade, pois isso pode acabar gerando outras situações de violência.

  • Na condução da atividade, observe como o público reage ao assistir a vídeos, pois pode haver no grupo pessoas que passaram ou passam por essa situação. O que recomendamos, caso haja necessidade, é que alguém do grupo se coloque disponível para uma conversa em particular.

  • É importante também enfatizar nas atividades que as pessoas que passam ou passaram por essa situação de violência podem e devem reconstruir sua história e projeto de vida – se necessário, com a ajuda de profissionais.

  • O facilitador deve ter segurança em trabalhar com os temas da violência sexual e conhecer minimamente os fluxos de atendimento às vítimas de violência ou saber indicar os caminhos para que as pessoas busquem essa informação.

  • É legal que o facilitador introduza a oficina dizendo que existem diferentes fases no desenvolvimento da sexualidade e que esse é um processo natural. O que não é legal é que crianças e adolescentes não possam viver essas fases de forma saudável e segura, em função de situações que se caracterizem como violência sexual.

  • E, por fim, é interessante que o facilitador reforce nas oficinas, a partir do material exibido, a informação sobre como crianças e adolescentes podem se prevenir da violência sexual e também denunciá-la.

 

Bem se você chegou até aqui é porque tem grande interesse em contribuir com a causa. E nós achamos ótimo! Pois o nosso trabalho é feito de formiguinhas uns ajudando aos outros e espalhando a importância da proteção de meninas e meninos.

Por isso para você ou sua instituição fazer bonito, e também para que esse post não fique tão longo, abaixo tem vários links com outras informações. Ah não se esqueça de compartilhar suas atividades e mobilizações em alusão ao tema.

Realização:

Apoio

Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é crime! Denuncie. Disque 100.

facabonito.org | Contato

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