Como participar?

A campanha é coletiva, descentralizada e sua adesão é voluntária. A cada ano registra-se uma adesão maior de municípios na mobilização em torno da data por meio de caminhadas, audiências públicas, debates nas escolas, concursos de redação nas escolas, exibição de filmes e debates, realização de seminários e oficinas temáticas e de prevenção a violência sexual, panfletagem, criação de produtos de comunicação sobre a temática, campanhas nas rádios, entrevistas com especialistas, entre outros.

No entanto, levando em consideração o contexto de pandemia em face do coronavírus (COVID-19) , desde 2020 reformulamos nossas ações. As ações foram reestruturadas para promoção online, considerando que não incentivamos as atividades de abordagem direta, eventos de conscientização, palestras, seminários presenciais, entre outras atividades que resultem em aglomeração de pessoas.

Sugestões para reflexão e abordagem - Contexto de pandemia (2020 e 2021)

Em 2020 refletimos conjuntamente sobre os primeiros impactos da pandemia nesse contexto:

Isolamento que pode agravar a violência

Sobre crianças e adolescentes que, por permanecerem em isolamento, muitas vezes com seu abusador (no caso da violência intrafamiliar), perderam seus laços de confiança mais comuns para a efetivação da denúncia, como professoras/es, médicas/os, cuidadoras/es, entre outros.

Presença intensificada de crianças e adolescentes na Internet

Entendemos ainda que, com muitas crianças e adolescentes sem atividades rotineiras, a presença delas/es na internet se intensificará, e quando sem supervisão, tal presença pode ser prejudicada com o aumento do abuso e da exploração sexual pela internet.

Crianças e adolescentes sem acesso à mecanismos de denúncia

Além disso temos uma importante reflexão conjunta: “Como fazer com que os caminhos da denúncia cheguem nas crianças em isolamento, especialmente aquelas que não possuem acesso às novas tecnologias?”.

Novas reflexões para 2021

Mais de um ano de pandemia se passou no país e além das questões levantadas no texto base da campanha do ano de 2020, novas reflexões surgiram e ainda surgem. Assim, sugerimos que enquanto rede possamos refletir esse ano:

➔    sobre a ampla divulgação pelo Governo Federal, Estados e Municípios de dados estatísticos sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes, como forma de evidenciar o problema e identificar formas ao seu enfrentamento;

➔    sobre a destinação de recursos para programas e projetos que atuem contra a violência sexual, cuidando inclusive do bem-estar e da saúde dos profissionais que trabalham na área de atendimento à crianças e adolescentes, e evitando a sobrecarga de suas funções e jornadas de de trabalho;

➔    sobre a reorganização das redes de atendimento, sobretudo no contexto de pandemia, e se houve alteração do fluxo, identificar quais as melhorias ou dificuldades impostas para o momento;

➔    sobre o auxílio emergencial e seus critérios, de forma a facilitar o acesso às famílias de baixa renda, evitando assim situações de exploração sexual;

➔    e além disso, sobre as questões que permeiam situações de crise, como a desigualdade econômica que tanto facilita cenários de violência sexual.

Quer abordar o tema? Primeiramente pesquise sobre o assunto. Para falar sobre o problema, precisamos entender e divulgar corretamente as informações. Em seus materiais a serem produzidos sugerimos que também avaliem os impactos da pandemia, sobretudo no contexto da violência sexual, relacionando-os aos temas apontados acima.

 

Em relação às ações online temos sugestões iniciais, tais como:

1.

Sugerimos a articulação e incidência nas secretarias de educação para debate, por meio da inserção do tema na grade de atividades de educação à distância;

2.

Estimular debate nos meios de comunicação locais – TV, rádio, rádios comunitárias, sistemas de som comunitários/internos etc.;

3.

Realização de reuniões e transmissões online sobre o tema envolvendo as redes locais, pais, professores etc.;

4.

Realização de atividades online com crianças e adolescentes em períodos alternados, como contação de histórias, jogos online, leitura de textos e poesias, atividades musicais, debates pós exibição de filmes etc.;

5.

Convidar artistas e pessoas de referência locais para realizar transmissões online que abordem o tema.

6.

Tem um blog, um canal no youtube, muitos seguidores em suas redes sociais? Curta nossa página e divulgue a data e as informações que compartilhamos. Utilize as hashtags #FaçaBonito #18deMaio #18deMaioFaçaBonito.

7.

Além dessas, sugerimos para 2021 a ampla articulação com vereadores, deputados, prefeitos e representantes no parlamento de sua região, como forma de sensibilizar e buscar parcerias para a causa.

Propomos inicialmente esses temas e estratégias para reflexão e atuação nesse período, e também estamos constantemente recebendo novas indicações de trabalho conjunto. A adesão de municípios, setor privado e organizações sociais na mobilização ao longo dos anos tem sido um marco fundamental para garantir avanços na área do enfrentamento da violência sexual. Esperamos que mesmo em isolamento permaneçamos juntos no debate – família, educadores, sociedade civil, governos, instituições de atendimento, igrejas, templos, universidades, mídia – para assumirmos o compromisso no enfrentamento da violência sexual, promovendo e se responsabilizando para com o desenvolvimento de crianças e adolescentes de forma digna, saudável e protegida, livres do abuso e da exploração sexual.

 

Como em todos os anos, as ações estarão divulgadas nas nossas redes, onde vocês também poderão indicar quais atividades estão promovendo em âmbito local. A flor símbolo da campanha, que todos os anos marca nossa articulação conjunta, também está disponível para livre utilização nas atividades promovidas no âmbito da campanha. Todos os materiais são previamente autorizados para utilização. Divulgue em seu espaço.

Participe! Vamos fazer bonito juntos!